O Brasil ainda aposta nas energias fósseis, enquanto o mundo busca energias verdes

O governo brasileiro ratificou nesta segunda-feira (12), em Brasília, a contribuição do país para o Acordo de Paris, apresentada em setembro do ano passado pela então presidente. Entre as principais medidas brasileiras para atingir a meta de reduzir em 43% suas emissões de gases de efeito estufa até 2030.

Durante a cerimônia, o secretário-executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl, discursou representando a sociedade civil, destacou que o Brasil torna-se uma das primeiras grandes economias a ratificar o Acordo do Clima de Paris, porém, o país ainda precisa rever diversas posturas nocivas ao equilíbrio climático. “Ainda planejamos novas termelétricas a carvão, enquanto outros países fecham as suas; ainda apostamos alto no petróleo, enquanto o mundo já se deu conta que a maior parte das reservas de combustíveis fósseis ficará no subsolo do planeta; falamos em flexibilizar o licenciamento ambiental, enquanto outros países ampliam a regulação de atividades poluentes; queremos reduzir a proteção dos nossos parques e reservas, enquanto que as unidades de conservação são conhecidamente nosso porto seguro contra um clima cada vez mais hostil. Há muito o que avançar”, declarou.

Para cumprir o Acordo de Paris, o Brasil vai precisar mudar de postura e criar políticas públicas para contar com o etanol de cana-de-açúcar e a biomassa da cana.

 


Fonte: CanaOnline