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Frete rodoviário sobe para R$ 8,77 por km com diesel mais caro e demanda do agro
21
Out

Frete rodoviário sobe para R$ 8,77 por km com diesel mais caro e demanda do agro

O preço médio do frete rodoviário no Brasil chegou a R$ 8,77 por quilômetro rodado em setembro, alta de 0,57% em relação a agosto, quando estava em R$ 8,72. O avanço ocorreu em um cenário de encarecimento do diesel e maior demanda por transporte, com destaque para o agronegócio.

Os dados são do Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR), elaborado com informações da plataforma Repom. Segundo a Edenred Mobilidade, os custos operacionais e a movimentação de cargas agrícolas contribuíram para o reajuste no período.

Diesel mais caro pressiona o transporte de cargas

O aumento dos combustíveis foi um dos principais fatores de pressão sobre o frete em setembro. Conforme o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o diesel S-10 subiu 2,70%, atingindo média nacional de R$ 7,24 por litro. O diesel comum avançou 1,33%, para R$ 6,84 por litro.

Por representar uma parcela relevante das despesas do transporte rodoviário, o combustível influencia diretamente o custo das operações e a formação dos preços cobrados pela movimentação de cargas.

Na avaliação apresentada pela empresa, a alta nas bombas acompanhou o encarecimento do petróleo no mercado internacional, em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Demanda do agronegócio amplia necessidade de caminhões

Além do abastecimento mais caro, o desempenho das exportações do agronegócio elevou a necessidade de veículos para o transporte da produção, segundo o levantamento.

A maior procura por capacidade de transporte se somou à pressão dos custos operacionais. Essa combinação contribuiu para a elevação do valor médio por quilômetro, com reflexos sobre o planejamento logístico de transportadores e embarcadores.

Atualização do piso mínimo integra cenário de custos

O levantamento também destaca a atualização dos pisos mínimos do frete pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) no fim de setembro, relacionada à variação acumulada do diesel S-10.

De acordo com as informações apresentadas pela Edenred Mobilidade, a revisão alterou o valor de referência do combustível utilizado no cálculo dos coeficientes. A empresa também aponta a fiscalização do cumprimento dos pisos e da emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) entre os fatores acompanhados pelo mercado.

Para Vinicios Fernandes, diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, o movimento reflete a necessidade de recomposição das despesas das operações diante do aumento do diesel.

Frete pode enfrentar pressão adicional em outubro

A perspectiva da Edenred Mobilidade é de que os preços permaneçam sujeitos a novas pressões em outubro. Entre os fatores citados estão os efeitos da atualização do piso mínimo e a demanda por caminhões para o escoamento da safra.

Segundo Fernandes, a necessidade de maior disponibilidade de transporte pode influenciar as negociações. A evolução do diesel e o ritmo da movimentação de cargas agrícolas devem seguir no centro das decisões sobre contratação de frete e organização das operações logísticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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