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Agro define prioridades com foco em dívidas rurais, seguro e crédito
24
Out

Agro define prioridades com foco em dívidas rurais, seguro e crédito

O endividamento dos produtores, a ampliação do seguro rural e a melhoria das condições de financiamento estão entre as principais prioridades do agronegócio para 2027. Ofos temas foram discutidos nesta semana por representantes do setor produtivo e parlamentares da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), durante uma série de encontros realizados em cinco Estados. O objetivo é construir uma agenda legislativa capaz de enfrentar as dificuldades financeiras das propriedades, estimular novos investimentos e dar maior previsibilidade à produção agropecuária brasileira.

A mobilização foi encerrada em São Paulo, em encontro com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp). Participaram parlamentares de Mato Grosso, Goiás, Espírito Santo e São Paulo, além de representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). As discussões deverão orientar a atuação da bancada ruralista no Congresso Nacional a partir do próximo ano.

Entre as preocupações apresentadas, o endividamento rural ganhou destaque. A combinação de juros elevados, custos de produção e dificuldades de comercialização tem comprometido a capacidade de pagamento de parte dos agricultores e pecuaristas. Além de pressionar o caixa das propriedades, o problema reduz os recursos disponíveis para aquisição de máquinas, insumos e tecnologias.

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A avaliação apresentada durante os encontros é de que as medidas de renegociação de dívidas precisam ser acompanhadas por mudanças estruturais no financiamento agropecuário. A intenção é buscar instrumentos que permitam ao produtor reorganizar seus compromissos financeiros sem comprometer a continuidade das atividades.

Outro ponto considerado estratégico é o fortalecimento do seguro rural. A ampliação da cobertura e a regularidade dos recursos destinados à subvenção das apólices estão entre as demandas do setor. O mecanismo permite que o produtor contrate proteção contra perdas provocadas por eventos climáticos, pagando parte do prêmio com apoio do governo federal.

Para as entidades representativas, a previsibilidade dos recursos é fundamental para que o seguro seja incorporado ao planejamento das safras. A proteção também pode contribuir para reduzir os riscos das operações de crédito, especialmente em regiões sujeitas a estiagens, enchentes e outras adversidades climáticas.

Investimentos e segurança jurídica

A agenda discutida pelos parlamentares também inclui medidas para ampliar a segurança jurídica das atividades agropecuárias e criar condições para novos investimentos. A preocupação envolve a estabilidade das regras que afetam a produção, o acesso ao financiamento e a capacidade de planejamento das propriedades.

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O presidente da Faesp, Tirso Meirelles, destacou a importância da atuação parlamentar na construção de políticas de longo prazo.

“Os deputados e senadores da FPA têm um trabalho fundamental para a permanência dos produtores rurais no campo e para a segurança alimentar da população brasileira e de parte do mundo. Por conhecerem bem o setor, estão sempre atentos às questões que podem impactar o dia a dia das propriedades”, afirmou.

A mobilização, denominada Caravana Muda Brasil, começou na terça-feira (20), em Minas Gerais, e passou pelo Maranhão, Pernambuco e Rio Grande do Sul antes de chegar a São Paulo. Os encontros foram coordenados pelo presidente da FPA, deputado federal Pedro Lupion, e pela senadora Tereza Cristina, com participação de integrantes da bancada de diferentes Estados.

Para o setor produtivo, o desafio será transformar as prioridades apresentadas em propostas legislativas e instrumentos efetivos de apoio à atividade rural. As discussões deverão prosseguir no Congresso Nacional em 2027, quando terá início a nova legislatura e serão retomados os debates sobre crédito, gestão de riscos e competitividade da agropecuária brasileira.

Fonte: Pensar Agro

Fonte: RADAR DIGITAL BRASÍLIA

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